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GUIMARÃES JAZZ 2019

GUIMARÃES JAZZ 2019

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Oficina CIPRL

Associado a Oficina CIPRL
Preço
90,00 €
Realizado

Resumo

Em 2019, e já na sua 28ª edição, o Guimarães Jazz cumpre mais uma etapa de um percurso de quase três décadas de divulgação do jazz de todas as épocas e de todos os estilos, sem outro critério senão a integridade e a qualidade da música e dos músicos que nele se apresentam.

Se é verdade que o tempo confere ao festival uma dimensão de projeto, implicando necessariamente que ele se construa numa história individual e coletiva, é igualmente importante realçar que o Guimarães Jazz, tal como o género musical a que ele é dedicado, privilegia o momento presente, como se não existisse nem memória nem pré-condicionamento. Nesse sentido, todos os anos o festival é imaginado num quadro que é, atualmente, marcado pela extrema instabilidade das múltiplas circunstâncias externas que o determinam, sendo por isso sustentado em escolhas que, tal como na criação e na improvisação musical, constituem o resultado de um pensamento materializado numa prática à qual se tem de dar resposta em tempo real. Perante ocaso da segunda década do século XXI, caraterizada por significativas transformações ocorridas no parque humano global que tornam incerto o futuro da arte e da sociedade, o programa do Guimarães Jazz propõe, portanto, uma visão baseada não em passadismos inconsequentes, nem em futurismos estéreis e já ultrapassados, mas na estrita pulsação do presente, convocando assim o público para uma experiência que se pretende menos especulativa, e logo mais distanciada e contida, da música contemporânea.
O programa desta edição denota, tal como habitualmente, um grande equilíbrio nas suas escolhas, numa tentativa de alcançar o máximo de amplitude possível na representação das diferentes gerações e estilos que marcam o jazz do presente. É, no entanto, impossível não começar por destacar aquele que será o protagonista do concerto inaugural o superlativo saxofonista Charles Lloyd, um dos grandes músicos vivos do século XX e em pleno fulgor criativo, o qual regressará ao Guimarães Jazz com um quinteto de músicos notáveis, entre eles o baterista Eric Harland. Além de Lloyd, a outra figura de maior perfil desta edição será Joe Lovano, outro saxofonista incontornável do jazz contemporâneo que atuará com o seu mais recente, e surpreendente, trio, ao lado da notável pianista Marilyn Crispell (dezassete anos depois da sua primeira presença em Guimarães) e do percussionista Carmen Castaldi, o qual expressa uma dimensão mais livre, pessoal e intimista da música de Lovano.
A par destes dois grandes nomes da constelação mundial do jazz essenciais à programação do festival, uma vez que representam o expoente máximo de uma das mais importantes tradições da música moderna , o programa da 28ª edição do Guimarães Jazz apresenta essencialmente três notas distintivas.
A primeira diz respeito à grande predominância de bateristas no alinhamento. Além do já mencionado Eric Harland, que apesar de surgir como sideman de Charles Lloyd, é hoje incontestavelmente um dos mais notáveis bateristas do presente, esta edição contará também com a presença do histórico baterista holandês Han Bennink, que se apresentará com aquela que é hoje uma instituição do jazz europeu a ICP Orchestra , e de dois dos representantes de uma geração de instrumentistas num momento de plena afirmação do jazz norte-americano: os também compositores Rudy Royston e Antonio Sánchez, notabilizado recentemente pela banda-sonora do filme Birdman.
O segundo traço distintivo desta edição diz respeito à prevalência de músicos nascidos na década de 70 do século XX, sinal claro de um movimento de afirmação desta geração no tempo histórico presente do jazz. Rudy Royston e Antonio Sánchez são dois desses exemplos mas, em 2019, no Guimarães Jazz atuarão também os pianistas Vijay Iyer e Craig Taborn, talvez dois dos mais talentosos e reconhecidos músicos da atualidade, o compositor Andrew Rathbun, representante de uma vertente mais orquestral do jazz que apresentará as suas Atwood Suites, inspiradas na poesia da prestigiada escritora Margaret Atwood (cuja obra tem recentemente conhecido grande visibilidade graças, em grande medida, à série televisiva The Handmaids Tale), e, finalmente, o saxofonista de Chicago Geof Bradfield, que, com a sua banda, dirigirá os jovens músicos da Big Band e do Ensemble de Cordas ESMAE, naquele que é um dos projetos-âncora da vertente formativa do festival, e conduzirá as jam sessions e as oficinas de jazz.
Em terceiro lugar, mas não menos importante, é importante realçar que o Guimarães Jazz continua a alargar os seus horizontes para músicas exteriores ao jazz, bem como para latitudes geográficas distantes do solo nativo norte-americano. No primeiro caso, além da presença da histórica ICP Orchestra, representante da vanguarda do jazz holandês das décadas de 60 e 70 do século passado, cumpre também chamar a atenção para a vocalista e compositora sueca Lina Nyberg, que interpretará, acompanhada pela Orquestra de Guimarães, o último capítulo de uma trilogia musical que é também um comovente, extraordinariamente criativo e politicamente pertinente manifesto em defesa da natureza. No âmbito dos restantes concertos destaque também para a atuação do trio do pianista francês Stéphan Oliva, que contará com a participação do grande baterista, mais um, norte-americano Tom Rainey.
Finalmente, em 2019, o Guimarães Jazz inicia também uma nova parceria, desta vez com o coletivo de músicos e construtores musicais Sonoscopia, que propõe um projeto, a banda luso-germânica Ikizukuri, que usa o jazz não como linguagem, mas como atitude artística. A significativa presença de músicos portugueses, tanto profissionais como amadores no mais positivo sentido do termo, materializada também nas parcerias já estabelecidas e consolidadas com a Porta-Jazz, a ESMAE e a Orquestra de Guimarães, é, de resto, a última mas não a menos importante das notas a destacar desta edição do festival, mais uma etapa exploratória de um trajeto singular de divulgação do jazz em todas as suas dimensões.

Breve introdução

Em 2019, na sua 28ª edição, o Guimarães Jazz irá realizar-se entre os dias 7 e 16 de novembro, com um cartaz composto por 13 concertos.

Depois de um período de pré-venda que terminou a 6 de julho, em que a assinatura do Guimarães Jazz teve um desconto especial, os nomes que compõem o cartaz do festival começam a ser desvendados precisamente 4 meses antes dos concertos, através da página Facebook do Centro Cultural Vila Flor (facebook.com/CCVF.Guimaraes). A venda online dos espetáculos acontece em simultâneo em oficina.bol.pt.

Este ano, o Guimarães Jazz cumpre mais uma etapa de um percurso de quase três décadas de divulgação do jazz de todas as épocas e de todos os estilos, sem outro critério senão a integridade e a qualidade da música e dos músicos que nele se apresentam. O programa denota, tal como habitualmente, um grande equilíbrio nas suas escolhas, numa tentativa de alcançar o máximo de amplitude possível na representação das diferentes gerações e estilos que marcam o jazz do presente.

Preço

  • Aquisição (90,00 €)

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